Houve um tempo em que existiu uma incessante busca. Procurei através da janela, pelo quintal olhando pro alto, sentado na frente da casa de minha vó de noite e junto com a minha tia (que vivia se abanando e hoje já não vive mais), pelos fóruns na internet em longas madrugadas após o programa do gordo, nos filmes, indagando meus amigos e principalmente: dentro de mim.

Hoje olho para esta moldura retangular que se encontra em pé e me vejo pensando nas mesmas coisas. O que será que já encontrei? Tudo ou nada, eu diria. Mas algumas coisas mudaram. A janela agora fica aberta.

Afinal, houve o tempo em que eu buscava. Lembro do que vi, e muitos aclamam este fato como o principal. Mas, o que eu me pergunto é se quem vê é também visto?

Quem vê?

Quem vê é visto?

É nisso que penso. No que é ou deixa de ser visto. Seria preocupante o céu nublado e poluído? Quase vermelho. O que não vemos consegue nos ver? Quem se esconde ou quem se nega a enxergar?

Mas ta tudo bem, tudo anda. Bem. Você tem que acreditar em mim. Não, isso é apenas um trecho de Gal, irrelevante pra esse momento, juntamente com Plínio Marcos, Teatro municipal de Ribeirão Preto e toda aquela gente. Gente que não vê quando é vista.

Ninguém vê. Sorte a sua. 23h23, acredite se quiser. Não mais, já 23h24, mas, houve um tempo…

Igor Florim