Eu sumi. Todo aquele papo de transformação e novidade, eu deixei sumir. Foi perdido em dois dias.

Me sinto diferente, mas, igual antes. Mesmo sendo diferente agora. Não da pra explicar.

Esqueci dos compromissos, da hora, das refeições, dele. Esqueci… deixei o tempo negar. Perdi um eclipse – será que tem algo haver com isto? Pode ser!, fiz doce agora a noite e, não sei se é ficção, mas se for, acredito nela mesmo assim.

As estrelas sumiram… muita coisa sumiu. Não consigo ver teus olhos mais. É hora de trabalhar! Será sempre assim?

A cada escolha, uma renúncia?

Chega a ser uma sensação de uma realidade utópica, mas às vezes, me surpreendo com a realidade, o presente – e digo isso com um enorme espanto, sério, eu sou do tipo saudosista ou desprendido, mas nunca ligado ao presente.

É, pode ser que as mudanças não tenham sumido. Esse é o lado bom de escrever, me faz pensar. E eu amo pensar. Não fazer nada, e só pensar.

Ainda sobre as estrelas… 40 anos? 90 anos “de terra”? Não sei pra onde mirar e nem se é o momento disto.

Existência…

E de repente estou no espaço. Estou no vazio eterno, este vazio está em ruínas. Não há onde pisar e não tenho controle das minhas direções desgovernadas e sem sentido. Estou em busca de você, sem conseguir controlar o meu caminho.

É o que ando sentindo, sem por os pés no chão.

Igor Florim