“Nesse mar, os segundos insistem em naufragar.”

Há dias em que a coragem precisa ser redobrada. Dias difíceis, onde estamos sendo testados e se sujeitando a estarmos volnuráveis, mesmo que tentando não aparentar.

Porra!!!

Dois dias de silêncio. E não foi uma surpresa. Houveram meses de imersão sem som e depois, semanas.

Eu te abandonei sem nunca ter te deixado. Fui forte por ser fraco e fui fraco sendo forte. Não aguentei, até hoje. Dois anos.

Não aprendi a lidar.

Às vezes penso que você apenas passou. Mas, sinto saudade do que era bom, e não sei o quanto estaria disposto do que era ruim só pra ter também o que era bom.

Carinho. Nunca mudou.

Teu jeito estúpido. Me fez ter um nó na garganta. Agorinha. O trajeto parecia longo, o sol que não esquentava à semanas ardeu meu sangue e meu coração. As pessoas vazias não entendiam este excesso sentimental – mas, sem fim. (Talvez seja por isso estas explosões. Uma hora precisa sair, seja como eu luto pra ser um dia, ou do jeito onde ele encontra pra escapar.)

Acho que sei a resposta da indagação acima, e não, não estou, não estive e não estarei disposto.

Por isso reforço sobre o equilíbrio interno, se ele não existir, tudo pode me abalar.

Hoje é dia de ser forte como um touro. Vou te encontrar nas estrelas, preciso de você. Hoje, sábado e espero que muitos outros dias.

Novos tempos estão à caminho, e você se recusou a caminhar junto com ele e consequentemente comigo. Minha alma não aceita nada raso, é preciso mergulhar profundo, mesmo que sem ninguém. Mas, nunca vazio. Sempre de peito preenchido e pleno.

Meu amor é próprio e aberto para quem também se ama e venha por vezes me amar.

Enquanto não te encontro, preciso separar o joio do trigo. Por mais doido que esteja sendo.

Amanhã sempre acordo mais forte.

“Alguém inteiramente mar não cabe em alguém basicamente poça.”

Igor Florim