Saudade. Ah! Nao sei se há verdade aqui. O garoto com problemas foi proibido de viver. O carteiro me entregou um embrulho essa manhã com um relógio e um escrito. Dizia: “Foi do seu avô, guarde essa lembrança dele! Quero notícias suas. Pai.” 17 anos no escuro, 12 palavras incompletas. Se eu nunca conheci o meu Pai, qual o sentido de ter um relógio do meu Avô? Uma linhagem sem sentimentos. Aproveitei a deixa, e resolvi escrever também. “Mãe, estou partindo para ser mais forte amanhã. O que há de ser tem muita força! Essa noite eu te encontrarei nos meus sonhos, essa noite eu não vou voltar pra casa. Nunca mais.”

Assim, fluiria então no eterno ciclo familiar das repetições. Nada pelo acaso.

Igor Florim