No tempo dos segredos eu busquei em mim todas as sensações que fossem capaz de me atravessar. Do perigo ao fogo, me instrui do sentir pra hoje acordar um pouco mais tagarela sobre as propagandas que se tem feito com a arte.

Me vi sendo levado por muitos dias, mas fui viajante em muitos outros. Rotomada de projetos que só foram sair do papel anos depois – era pra ser assim? E outros que vi acontecer. Inacreditavelmente (pois em muitos dias, desacreditei também).

Queria dizer, amigo, que eu me desesperava. Tudo era com toda a força do mundo… e lá buscávamos leveza. E fui encontrando… trazendo relicários dos mergulhos… aprendendo a controlar o ar. Tudo faz parte, à resumo de obra. E é capaz que ocorram as transformações, sempre é capaz.

Ela me ligou bem cedinho naquela manhã. Sua exaltação ao falar comigo sempre me deixa muito curioso. Ela é incrível em todos os sentidos. E esses são um daqueles momentos onde você se vê enquanto corpo e nota que ele está exatamente onde você queria e com quem você um dia idealizou. Mas criar toda essa cena ou momento futuro, exige um preço. Me imaginar onde for e com minhas próprias forças criar mais força pra que aconteça e torcer pra sempre estar bem pra continuar criando (pra nada se distorcer) é de muito custo pessoal.

Os dias continuam breves. A sensação do novo ainda não morreu, mas, quase deixei o que já era velho também voltar pra minha vida. Sempre em frente, dizem. Sei que isso do desespero pode parecer moda, mas tem horas que nem chorando tudo consegue sair. Entender os eventos da vida é de enlouquecer qualquer ser (iludido). O jeito é se desesperar, amigo. Chega logo.

Igor Florim