Estive perdido. Dentro de mim havia tudo o que era impossível de lidar. E do plano que se segue desde 1822, encontrei no caminho, pessoas sob as quais o mundo não cabe nos meus olhos.

Desapeguei das velhas construções e segui rumo à. Foi o momento em que tudo se tornou imóvel: pessoas, viagens, músicas, oportunidades. Até que os olhos cairam pesados demais para correr recolhendo.

E só deixei cair. Para de cabeça encarar outros mundos e entender o limite das possibilidades infinitas de se viver. Os lugares contavam coisas e as anotações me deixariam revive-las dias depois (na expectativa de continuar sentindo).

Me vi neutro num mundo monossilábico, outrora raso em lugares profundos para então retornar ao oceano de encantamentos e solidão na mais perdida e distante atmosfera (quase lunar). Nada faria mais sentido do que me expressar neste oceano onde tudo está se afundando e se demolindo.

Resolvi nunca mais lutar contra a maré. Foram as cenas mais bonitas que eu já vi.

Este foi o dia imóvel em que o tempo parou em mim e pude sentir bem dentro as possibilidades de aventuras que só a eternidade (para quem a tem) pode oferecer. Nada menos do que o mais profundo que meu ser pode lidar (por enquanto).

Desde 1822.

Igor Florim