Abri a porta e não havia mais ninguém esperando. Era tempo de estabilidade e todas as pessoas resolveram regressar. Até aquele amigo que partiu comigo sem rumo (e cheio de esperança e fé) já se mandou.

E pra não enfrentar o mundo contra a maré, também parei. Me vi pensando por várias horas em como as coisas nunca mais eram as mesmas (naquelas poucas horas em silêncio). Um grito veio e se alastrou. Todas as lembranças ruminavam como soluções sagitarianas.

Margulhei tão profundo em alto mar que levou um tempo pra que tudo fosse liberdade em mim outra vez. O meu mundo nunca mais foi o mesmo e lembrei de quando me falaram: você vai ter muito medo. Mas até as coisas mais increbáveis perderam força no que me tornei.

Me encontrei. Foi hoje cedo. Pedi um táxi que fez um outro caminho (pro rumo do meu dia) sem que eu esperasse. O inusitado conversou tanto comigo, que me descobri ali, com um rosto sem cor. Notei que coisa alguma tinha força o bastante pra tirar o sono daquela casa… e outra vez me encontrei.

Atirado em abraços que não prendem e livre na prisão em mim, chegando agora em 1822. O novo planeta terra é próspero e acaba de desafogar mágoas atrasadas… de um outro jeito, só deixei sumir de mim qualquer ausência de cor e gestus.

Hoje eu entrarei num apartamento branco e limpo. Intocável.

(Vou pensar…)

Igor Florim