Brigas. Dezessete apenas escreviam sobre a guerra, bem de pertinho. Caos na pura exaustão, brigando, brigando, a falta de coragem de ser, estar, participar. Novos rumos pra um estômago cheio. Poesia. Aquele zunido que era agora silêncio… pouca luz num plano de solidão pra não serem mais vistos. Ao longe explodiam… cogumelos e chamas. Beco infernal que só descia. Caindo… Trilho de ponta cabeça, gravidade de estourar os tímpanos. Mais turbinas. Outras janelas. Sempre pra dentro, peito pra fora, não conseguia enxergar, falar ou ouvir, era agora essa a nova vida do ex-aviador. Nunca existiu nada igual.

Panelas, mãos cuspidas, chão sujo. Num outro tempo em que a talhar em cima de cada um daqueles segredos, iniciavam formas que se esculpem, almas que conversam e com a porta aberta, olhava o mais longe que dava. Respirou muito. Não dava pra acreditar, sentia, saboreava. Sempre em acordo, nunca verdadeiro. Sabor, orégano bem quente e aquilo entrou. Subia feroz. Refluxo violento da barriga à glote. Jato. Fluxo. Fluidez. Tudo líquido, nunca sólido. Quase deixou de existir… Foi se tornando outra coisa.

A liberdade era um pequeno filhote, preso por não conseguir se proteger ou se alimentar sozinho. Uma fera subordinada. Nunca se entendia, quase não visto e ainda assim corrupto, berrava. Aos prantos. Mirava pra fora, mandava pra longe. E foi tanta coisa que só saía, que todo o ácido daquele estômago estava agora, podre. Carne velha. Corroía por dentro. Ilegível, criptografado e completamente mudo. Para sempre… seus olhos nunca viram nada de tão bonito, só sentia – a paixão tomou conta. Aquilo o transformou, deu asas pra se afastar do que não o protegia e só arruinava

Caia

Chorava

Se arrependeu

Viu o mundo de um jeito triste demais… dor lá dentro. Berro e pranto, surdinas pra treinos em silêncio, abafadores que barravam o som, tampavam o sentimento, calavam até o que era ruído – foi este o ápice dos momentos, uma coletânia, compilação, muito recorte e pouco conteúdo. Se arrastava numa velocidade sempre para trás, carregada, muito peso e pouco brilho. Puro freio e pouco escorregador, travou o que era. Parou de ser. Deixou pra trás. Se limitou… atrofiando de dentro pra fora. Nunca soube quando foi que se perdeu.

Igor Florim