Separadas e tocadas por caminhos que contam histórias. Apenas caminhos. Sujeito que não carrega, dedos que não percorrem. O rumo existiu enquanto invadiam a nova vida. Sem mais segundas chances por muito cansaço acumulado. Tudo iria se repetir.

Pele com pele, agouro ao fundo e ritmando ainda perfura. Na ponta da faca afiada. Sensível, muita dor. Energia que corre em ser livre. Nunca amarras, viagem pra distância astral de alívio noturno. Solúvel… sonora… decadente… o mundo era o outro.

Levou tanto da poesia que existiu em mim que morreu. Se viu livre por não ter aguentado. Bastou um momento pra que tudo fosse mudar. A vida era mesmo incrível e ao entender corria mais ainda pra passar uns dias num completo descanso. Estacionado.

Li um bilhete que contava dos tipos de medo. Ele foi o segundo que encontrei nessa noite, o primeiro escreveu numa lingua nula de existência, todo um dicionário de silêncios daquele verão. Falava das pausas da praia. Da ausência do sol. Sem som nem ruído.

Tudo etéreo, em suspensão. Foi o bastante pro menino virar moço. A farra havia acabado antes mesmo de se permitir ser. Dos costumes que vem sendo. Mesmo assim não fui coisa alguma. Na praia não precisei de muito esforço e atolei. Fiquei lá. Parado.

Observando.

Pra sempre.

Igor Florim