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Para este tipo de informe, peço-lhes o que de mais precioso carregam em vocês e até o fim (do que não será esquecido) as informações corajosas chegarão. Um dia chegarão.

Das palavras não ditas, dos pequenos prazeres do século, dos improvisos humanos, do êxtase de querer ser. Se perdeu no que era nada, como um desespero na corrida contra o tempo. De tão grosso e estúpido com as ameaças, só restou ficar fraco, mesmo com toda a coragem na cara (necessidade) que culminou em uma alergia: começou a tossir sem parar com toda sua força, até que jorrou sangue e desinformação de dentro pra fora.

Acabou

Foi longe demais

Não parava de chover

A tempestade foi tão intensa que tentara respirar ao pequeno sinal de trégua – das pequenas saídas da vida. Seu triunfo, seu troféu tão ocasional, seu porto: nunca oferecia abrigo. A bem da verdade, ele não queria segurança e alguma coisa não se encaixava, quase como uma mentira desgovernada que se perde e vai desmoronando. Era um problema intermitente naqueles dias. As indúcias tramavam um novo armistício (à toa).

A chuva sem cessar ignorou meu bom tempo ainda em busca do caminho que mudaria todo o momento presente. Tudo parecia continuar imóvel, mas mentiram. Foi um horror.

Mentiram feio

Nessa altura do campeonato se perdeu

Foi tudo rápido demais

Quando abriu os olhos, estava sozinho. Não viu mal nisso mas, pesou. Por um minuto, pesou forte demais. E foi raciocinando as coisas do mundo que tudo voltou a se transformar. Apito, gás, mais gás e o turbulento inverno era agora um tsunami muito intenso. Neve caindo aos prantos e a chuva avançava pra cima do continente sem dó. Não me deram mais um minuto. Pesou e depois nevou. Ao todo dois minutos passados.

Que loucura

Deu um nó no pescoço

Foi parar no hospital

Precisou se tratar. Tudo tarde demais. O príncipe talvez seria rei ao sair de lá, mas aquele era o início de tudo o que ainda não havia acontecido. Sem mais idealizações.

Soltou quem estava agarrado

Uma mão de cada vez

Até que me soltaram também

Fui entender tudo depois de um longo passar. Tudo líquido… e em mim a água só deslizava (deixando as coisas correrem). Correntezas internas, caminho e o tempo.

Sem direção

Nada pra se agarrar

Deu a mão antes de se afogar

Nem sabia o que dizer. Precisou pensar, pensar muito. Agora sim, era ele e o mundo. Foi complexo demais chegar até aqui, só respirava e se fosse um outro alguém à lhe contar, não acreditaria. Precisou sentir sozinho, ver com os próprios olhos, deixar tudo passar. Esperou com calma sem entender de caminhos, achou por aqueles dias que tudo seria diferente (esperando acordar na mudança) mas mudou de opinião sobre muitas coisas.

Deixou acontecer

Foi dormir

Acordou realmente diferente

Igor Florim