A primeira linha é sempre a mais difícil e mesmo assim eu poderia passar horas dando voltas e nunca encontrar o que queria ser dito.

Tem coisas que se perdem por ai

Era sábado de fevereiro

Mas tudo parecia insistir em ficar. Do lado de dentro confusão à beça, transito intenso e uma vontade de ceder.

Ceder pra desabar e só então acordar num próximo sábado. Tem coisa que não muda.

Igual hoje cedo

Acho que a risada durou uns 40 segundos… os 40 primeiros segundos que a gente se aproximou. Antes disso, um universo virtual e completamente diferente do navegável estabelecia um recorte de existência pra nós.

Mas tudo passa. E sobre o tempo a mais que se passou depois do primeiro encontro, ainda não sei bem como contar, mesmo com toda essa vivência já escrita no nosso destino (acho que a vida ainda não terminara de me ensinar novas coisas).

Mas mesmo sem falar nada, acabamos dançando. E nunca deixamos de olhar um pro outro, olhos fixos numa dança paralela frente à frente, conectados e vivos.

Nasceram só pra se encontrar naquele dia

E eu nunca soube como explicar essa história.

Igor Florim