Parece que é sempre essa loucura toda

Andam por ai sem olhar em outros olhos

Acham bonito essa pressa toda

Se atrasaram para o agora

E estão lá

Correndo

Em outro tipo de relógio

Eu não vou mais atender ao telefone

É um tal de perguntarem se vou ou não sair de casa que eu prefiro que dê caixa postal

E não me perguntam nada que interessa de verdade

Querem-me assim, na conformidade do comodismo

Como se eu fosse perigoso demais por ser quem eu sou

Saí encarando outros olhares

Devem pensar que sou maluco

Mas nem penso nestes

E sigo culminando em fúria com meus olhos

Cerrando pessoas

Era isso que eles temiam

Essa minha liberdade toda

E ainda preciso vir aqui gritar para que me deixem em paz

E que sumam de meus caminhos

Agora estou voando

Do alto o mundo é outro

Não há ninguém por perto me olhando

No alto do céu eu sou tão pouco, que ninguém me nota

Este sempre foi o meu lugar

Livre

Forte

Me fazendo voar

As pessoas lá de baixo nunca vão entender

Mas deixei bem avisado

O mundo lá fora é uma piada

Vocês vivem um teatro

E eu não faço mais parte deste tipo de espetáculo

Não faço questão alguma deste tipo de coisa

E voar…

Voar é quem eu sou.

Igor Florim