Parei de escrever sobre ti

Devido ao respeito que tenho comigo

Porém assim matarei versos por nunca escreve-los

E continuarei contigo me matando

Esses contos de amor não são tão românticos assim

É tanta dor pra pouco amor

O mundo caindo sobre os amantes

E só recomeço

Recomeçando coisas que nunca quiseram existir

Assim foi esse amor

Pura agressão

Haviam tantos jogos entre nós

Faltava tanto

E quanto mais me lembro de ti, mais raiva sinto

Queria te bater com as minhas mãos pra que tu entendesse o que eu entendi

Como se o mundo fosse isso

Essa ira na agressão a fim de que tu me compreenda

Mas não me dei ao trabalho

Deixei tu partir

E nessas só apanhei. Não bati

Toda a minha força mantive lá – contida

E quando nos olhávamos todo o caos se acalmava

Não entendíamos isso tudo

Foi mais fácil abandonar

O tempo ensina coisas preciosas que não aprendemos juntos

A falta de amor é eterna até que outro amor surja

O frio te engole

Ninguém te abraça

É sozinho que tu veio ao mundo

Conheça a sua causa

Aprenda o seu discurso

Mas jamais desista de seguir em frente

Falte quem faltar

Abandonando quem partir

Mas recomece junto com o novo dia seguinte

No fim este amor nunca esteve lá

A estrada vazia

As curvas eternas

Meu cigarro queimando com a janela aberta

E uma pena!

Eu tenho pena de quem precisa de alguém

Digo isso porque é assim que muitos pensam

Note que tu nasceu solo

Ninguém cresceu grudado em ti

Nem substância alguma faz parte das suas necessidades

Mas até entender isso

Haja sofrimento

E já que somos livres pra escolher

Por que não crescer pela dor?

Doer até sangrar

De dentro pra fora

Grito

Dor

Soluço

E tu ainda está sozinho

Sempre será solo

Eu tenho pena de quem pensa que precisa de algo

Já pensei muito assim

Mas hoje eu só sigo em frente

A estrada é longa

E é nela que eu sou livre

Não em ti

Te deixei lá atrás

E este é um caminho sem volta.

Igor Florim